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Um dos maiores nomes da história do poker, o norte-americano Doyle Brunson ganhará um documentário dos mesmos produtores de “The Last Dance”, disponível na Netflix, que fez sucesso ao contar peculiaridades da trajetória de Michael Jordan no basquete.

E não haveria ninguém melhor para ser retratado em um documentário sobre poker. Afinal, aos 88 anos, Brunson atravessou mais de quatro décadas no esporte da mente e escreveu seu nome na história da modalidade com feitos inesquecíveis, sempre acompanhado de seu chapéu de cowboy.

Para conhecer um pouco mais sobre a trajetória de Brunson é preciso voltar mais de meio século no tempo, quando ele era um aspirante a outro esporte – o mesmo basquete de Michael Jordan.

Das quadras aos feltros

Antes do poker, Doyle Brunson já mostrava aptidão para o mundo dos esportes desde a juventude. Em 1950, por exemplo, ele ganhou uma prova de atletismo com tempo notável e chamou a atenção de muitas universidades. Porém, seu forte mesmo era o basquete.

Durante a faculdade, Brunson jogou na Hardin-Simmons University, no Texas, seu estado natal – e não era qualquer jogador. Ele tinha tanto talento que chegou a despertar interesse de um certo Minneapolis Lakers (atual Los Angeles Lakers). Sua presença era praticamente certa no draft da NBA, mas uma grave lesão no joelho colocou tudo a perder.

Embora a contusão tenha encerrado precocemente sua carreira no basquete, Brunson acabou se aproximando do poker, inicialmente no Five-Card Draw. Os ganhos com o esporte da mente, inclusive, pagaram os custos de sua recuperação da lesão por algum tempo. 

Ele chegou a se formar na Hardin-Simmons University e ingressou na carreira de vendas, mas logo percebeu que sua grande aptidão era o jogo de poker – a partir de então, passou a ser profissional da modalidade.

História na WSOP

A história de Doyle Brunson praticamente se confunde com a história da World Series of Poker – afinal, ele frequenta o principal torneio do mundo desde a primeira edição, em 1970. Em 1972, veio a primeira grande performance, quando “Texas Dolly” (como sempre foi conhecido nos feltros) chegou à mesa final, terminando em 3º lugar – na ocasião, o título ficou com outra lenda do poker, Amarillo Slim Preston, parceiro de longa data de Doyle.

A consagração veio dois anos mais tarde, em 1976, quando Brunson faturou seus dois primeiros braceletes – um deles no Main Event, em Las Vegas. Em 1977, o texano repetiu o feito, levando um título do Main Event e outro evento paralelo. Até hoje, apenas outros três competidores conseguiram mais de um bracelete de Main Event: Johnny Moss, Stu Ungar e Johnny Chan.

Os feitos impressionantes não param por aí: entre 1978 e 1979, ele faturou mais braceletes e se tornou o segundo a conseguir vencer ao menos um evento da WSOP por 4 anos consecutivos, se juntando a Bill Boyd (anos mais tarde, Loren Klein também alcançaria a façanha).

Ele seguiu disputando torneios em Las Vegas por toda a década de 1980, mas só voltou a ser campeão em 1991 e depois em 1998, chegando ao total de 8 braceletes.

Na década de 2000, mesmo com a idade avançada, Brunson seguiu muito relevante no circuito profissional e faturou outros dois braceletes da WSOP, em 2003 e 2005 – sendo esta sua última conquista no torneio.

Ele se tornou o 2º jogador a conquistar 10 braceletes – curiosamente, Johnny Chan havia alcançado a marca alguns dias antes. Até hoje, apenas Phil Ivey (10) e Phil Hellmuth Jr. (15) também já atingiram 10 ou mais conquistas na WSOP.

Ganhos milionários

Com uma história tão vasta na WSOP, é de se imaginar que a decisão de trocar a carreira no mundo das vendas pelo poker foi a melhor possível para Brunson. Ao longo de sua trajetória, Texas Dolly ganhou mais de US$ 6 milhões, tendo liderado a lista de jogadores de poker mais bem pagos por bastante tempo.

Apesar da grande parte de seus ganhos vir da WSOP, seu maior prêmio único foi no WPT. Em 2004, ele venceu o Legends of Poker e faturou US$ 1,19 milhão.

Até hoje, ele é o 5º texano que mais faturou com poker na história e 201º do mundo. Parece um ranqueamento bem baixo para quem conquistou tanto, mas vale lembrar que Brunson viveu uma era em que os prêmios não eram tão volumosos quanto hoje em dia. 

Legado

Em 2018, Brunson anunciou que encerraria a carreira após uma performance de gala na WSOP (mais uma para a coleção), fazendo mesa final e faturando US$ 43,9 mil – colocando um ponto final em uma das trajetórias mais marcantes da história do poker.

Muito antes disso, em 1988, o texano teve seu nome eternizado no Hall da Fama do poker mundial por todos os serviços prestados à modalidade. Além disso, já foi eleito a personalidade mais influente do esporte da mente, em 2006, pela Bluff Magazine.

Seu legado ainda inclui 7 livros lançados entre 1979 e 2009. O mais notório deles é o Super System, que teve sua primeira edição em 1979 e uma segunda edição décadas mais tarde, em 2005. Até hoje, este é considerado um dos maiores livros de estratégia de poker e uma leitura obrigatória para todos aqueles que querem seguir uma trajetória consistente.

Outro legado importante é a família: os filhos de Doyle, Todd e Pamela Brunson, também são jogadores profissionais. O primeiro, inclusive, já foi campeão da World Series of Poker.

Com tanta história para contar, os fãs de poker devem estar ansiosos para o novo documentário sobre Doyle Brunson – certamente entrará para a lista de melhores filmes sobre a modalidade. Resta saber qual será o tempo necessário para relatar toda essa rica trajetória de um dos maiores nomes de nosso esporte em todos os tempos.

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