Em praticamente todos os esportes, a glória máxima que um atleta profissional pode atingir é integrar o Hall da Fama. Isso significa que ele faz parte de um seleto grupo dos competidores mais notáveis de sua modalidade em todos os tempos, sobretudo por suas conquistas e feitos. Com o poker não é diferente – o esporte da mente também tem seu próprio Hall da Fama.

Atualmente, a lista conta com 58 personalidades ligadas ao poker, incluindo muitos campeões mundiais e lendas do esporte. É o caso de Mike Sexton, presidente do Partypoker, que integra o Hall da Fama desde 2009 – feito obtido por suas inúmeras conquistas na carreira, incluindo um bracelete do World Series of Poker e um título do World Poker Tour, além de ser um grande embaixador do esporte pelo mundo todo.

Muitos nomes históricos do poker também fazem parte do Hall da Fama, como Phil Hellmuth (maior vencedor da história do WSOP, que recentemente esteve no Brasil para disputar o Partypoker MILLIONS), Doyle Brunson, T. J. Cloutier, Daniel Negreanu, Phil Ivey, Erik Seidel, Stu Ungar, entre outros craques que marcaram gerações pelos feltros de Las Vegas e de tantos cantos do planeta.

Portanto, se você busca uma referência no esporte, seja para começar sua carreira ou para se aprimorar ainda mais nos feltros, uma boa pedida é procurar por jogadores que estão eternizados no Hall da Fama – e não são poucos. Boa parte deles, inclusive, segue em atividade e ganhando títulos por aí, além de milhões de dólares com premiações.

Origens do Hall da Fama

Essa história começou em 1979, por idealização de Benny Binion, magnata de Las Vegas que também é conhecido por ser o criador do World Series of Poker. Seu objetivo era preservar o legado de grandes jogadores por toda a eternidade. Atualmente, o Hall é administrado pelo mesmo grupo que controla o WSOP.

Logo no primeiro ano foram seis inclusões, com destaque para Johnny Moss, primeiro campeão do World Series of Poker (em 1970). Todos os outros cinco nomes entraram como homenagem póstuma. Um deles é Felton McCorquodale, que supostamente levou a modalidade Texas Hold’em para Las Vegas nos anos 60.

Os outros membros da primeira classe foram Nick Dandolos, Red Winn, Sid Wyman e James Butler Hickok. Este último, de acordo com relatos da época, era um dos grandes jogadores de poker do século XIX e foi assassinado durante uma partida no território de Dakota, em 1876.

Desde 79, o Hall da Fama seguiu com pelo menos uma indicação por ano até os dias atuais (com exceção de alguns períodos em que não houve nomeação). O próprio Benny Binion passou a integrar a lista em 1990, após seu falecimento. Atualmente, dos 58 membros do Hall da Fama, 32 ainda estão vivos.

Como são eleitos os membros do Hall da Fama?

Para compor o Hall da Fama do poker, é preciso preencher alguns critérios, evidentemente. O primeiro deles é a idade mínima: 40 anos. Além disso, outros critérios são: competir nos grandes torneios mundiais, disputar partidas high stakes, conquistar o respeito dos colegas ao longo do tempo e, claro, jogar bem e com consistência por um longo período.

Não são apenas jogadores que podem ser incluídos no Hall da Fama: o regulamento também prevê uma regra para não-jogadores que, de alguma forma, contribuíram para o sucesso e crescimento da modalidade, com resultados positivos e duradouros.

A partir de 2009, as indicações também acontecem por votação popular. Definidos os finalistas, há uma nova votação, desta vez entre os membros do próprio Hall da Fama e outros representantes do mundo do poker, sobretudo da imprensa especializada.

Desde 2010, o Hall da Fama do poker ganha dois novos membros a cada ano. Em 2019, última inclusão, os escolhidos foram Chris Moneymaker e David Oppenheim.

Por tradição, os vencedores são anunciados pelo Poker Hall of Fame Governing Council durante cerimônia que ocorre no Main Event do World Series of Poker, em Las Vegas.

Mulheres no Hall da Fama

Uma das classes mais marcantes do Hall da Fama foi a de 2007, que teve a inclusão de Barbara Enright, detentora de três braceletes do WSOP. Ela foi a primeira mulher a entrar para a seleta lista, o que foi um marco para o crescimento feminino no poker mundial.

Depois dela, outras duas jogadoras também receberam a honra: a primeira foi Linda Johnson, conhecida como a “Primeira Dama” do poker mundial, em 2011. Quatro anos depois, foi a vez de Jennifer Harman, primeira mulher a conquistar dois braceletes do WSOP nos chamados eventos abertos (em 2000 e 2002).

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