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No finalzinho de dezembro, enquanto tantos preparavam a festa de réveillon para se despedir do inesquecível e difícil 2020, a jogadora profissional Rebeca Rebuitti, de 24 anos, tratou de terminar o ano em seus próprios termos e em grande estilo.

No sábado, 26 de dezembro, ela venceu o The Predator, torneio de $ 22 e destaque da grade dos chamados Daily Legends do partypoker e conquistou o US$ 3.264, seu maior hit na temporada.

Já era ótimo, mas o fim de ano seria ainda melhor. Cerca de 24 horas depois, em 27 de dezembro, ela “aprontou” de novo. No último domingo do ano, ela conseguiu mais um big hit, novamente nos Daily Legends, mas dessa vez ao vencer o The Clásico, também de US$ 22, e ficar com US$ 2.496.

Os dois hits foram as cerejas no bolo de uma temporada sólida em que Rebeca superou – após o título do The Predator – a meta de lucro de 10 mil dólares ao longo do ano no partypoker.  “GENTE! Não sei mais o que dizer ?… Obrigada”, agradeceu a jogadora, em seu Instagram.

O grind é muito solitário e chato

Na semana antes do Ano Novo, essa mineira de 24 anos, nascida em Belo Horizonte, recebeu, um pouco atrasado, seus presentes de Natal. E ela pôde comemorar não apenas de maneira solitária, como é praxe no poker, mas com milhares espectadores.

Isso porque Rebeca, desde meados de 2019, faz parte também do universo dos streamers. Por meio seu canal na Twitch, ela transmite suas sessões. A prática – que ainda é rechaçada por muitos profissionais – não lhe tem feito mal nenhum. Muito pelo contrário.

“O grind é muito solitário e chato. Ter pessoas com você durante seu grind conversando, interagindo e torcendo por você foi uma das coisas que me deu um gás para grindar”, diz a jogadora, que concedeu entrevista na última semana para o blog do partypoker.

“Às vezes pode atrapalhar. Posso perder alguns spots importantes durante o torneio”, explica Rebeca. “O streaming me faz ser mais competitiva com certeza! Porque eu quero sempre estar mostrando retas de torneios, mesas finais e cravadas para as pessoas que me acompanham, isso me estimula a querer mais”.

Os segredos do sucesso não são os mesmos para todo mundo. Muitos profissionais têm – e seguirão tendo – ressalvas em explorar esse segmento das transmissões. Afinal, exposição não é o objetivo de todos no poker – em especial nos jogos mais caros, onde cada detalhe faz ainda mais diferença.

“Isso vai muito de jogador para jogador. Porque streamar é expor seu jogo 100% e acredito que nem todos os jogadores querem essa exposição de como eles jogam, sua estratégia, ranges, etc”, pondera Rebeca.

Streamings – Nova revolução no poker?

“Streamar”, como diz Rebeca, não é para todos, mas é uma tendência cada vez maior. Se por um lado, o jogador pode, em teoria, perder algo do “edge” sobre o field, por outro, os ganhos – especialmente com imagem – são enormes.  Por isso, a Twitch – plataforma que tem feito surgir celebridades no mundo dos games – chegou de vez ao poker online.

Se em 2003, o poker online viveu seu primeiro, impulsionado pelo título de Chris Moneymaker no ME da WSOP, hoje, uma nova revolução bate à porta. É a “Era dos Streamers”. Homens ou mulheres, jovens ou veteranos, eles ganham espaço num novo mundo do poker online e atraem público novo para a modalidade.

No cenário internacional, grandes figuras já entraram para o time dos streamers, como os irmãos Matt e Jaime Staples, Jeff Gross, Courtney Gee e Monika Zukowicz – todos membros do time partypoker. No cenário brasileiros, além de Rebeca, se destacam figuras como Pedro Madeira e Lauriê Tournier.

Poker para todos – Inspiração feminina

Rebeca ainda não é uma superestrela da Twitch, mas, em pouco mais de um ano, cresceu dentro da plataforma e chegou a 6.300 seguidores. Além de seus 21.900 fãs no Instagram.

No poker, se joga, antes de tudo, por dinheiro. Não é diferente no caso da nossa personagem de hoje. Mesmo assim, além de superar suas metas de lucro, Rebeca tem vivido momentos gratificantes como streamer que passam longe dos dólares.

Apresentar novos fãs ao poker e provocar neles o interesse de aprender mais sobre o jogo é um dos aspectos mais interessantes da vida de uma streamer de poker.

Muitos seguidores se aproximam do jogo online por meio das transmissões – em especial mulheres, que representam ainda uma parte pequena dos jogadores: atualmente, em média, menos de 10% dos fields.

A atuação de streamers como Rebeca ajuda a mudar, ainda que aos poucos, esse cenário, mostrando que poker pode ser para todos.

“Eu recebo mensagens de mulheres que começaram a jogar por me ver jogando. Mulheres que querem aprender a jogar, porque me veem jogando e encoraja mais por ver que é um esporte inclusivo e para todos”, diz Rebeca.

Embaixadora da Liga – começo como streamer

Rebeca Rebuitti foi um nome de destaque em 2020 no partypoker. Não apenas pelo desempenho nos MTTs, mas também por ter sido, ao longo do último ano, a voz em português e um dos rostos da Liga partypoker – torneio criado para jogadores iniciantes.

“Através do partypoker, me convidaram para promover a LIGA e fazer streaming do evento todas as quintas feiras. A partir daí, eu comecei a transmitir regularmente meus grinds”, diz a jogadora.

“O partypoker entrou em contato comigo por e-mail para promover o MILLIONS South America que aconteceu no Rio de Janeiro e, a partir daí, fiz promoções de vários outros eventos lives para a sala, até que me convidaram para promover a LIGA partypoker”, lembra Rebeca.

Início meteórico e várias etapas no poker

Rebeca, que atualmente é uma regular e lucrativa em MTTs mid-stakes, está no poker há cinco anos. Em 2015, ela foi apresentada ao jogo por amigos e disputou alguns torneios micro stakes online. Pouco depois, jogou seu primeiro evento ao vivo, em Belo Horizonte, no tradicional Sierra Poker, e logo de cara conseguiu um segundo lugar, que lhe garantiu, além do dinheiro, toda a empolgação e motivação para tentar ir mais longe no jogo.

“Na primeira vez que eu joguei eu fiquei em 2º lugar no torneio e ganhei uma grana e logo já me empolguei com o poker. Depois desse dia, comecei a frequentar mais e jogar praticamente todos os torneios diários do clube”, lembra Rebeca. Pouco depois, o Sierra contratou a jovem, então com 19 anos, para atuar como repórter em vídeos institucionais da casa.

“Eles me convidaram para fazer entrevistas com os jogadores que se destacavam no ranking dos torneios. A partir dali eu vi uma oportunidade de viver do poker”, lembra Rebeca. “Eu passei pelo menos um ano e meio jogando torneios lives antes de começar a grindar online”.

Seja como repórter ou streamer, Rebeca atuou em várias áreas do poker, mas sempre manteve o grind como prioridade. Depois de terminar a parceria com a casa, entrou para o Samba Poker Team, uma das maiores equipes do país.

Atualmente, ela joga por conta, mas segue estudando e aprendendo a jogar poker. Seu principal professor de poker nos últimos anos vem sendo seu namorado Matheus Cunha, que é profissional e atua pelo 4Bet Poker Team.

“O Matheus é quem mais impulsiona o desenvolvimento do meu jogo e como jogadora. Ele me dá aulas com temas importantes para eu desenvolver meu jogo, corrige meus leaks e revisa meus torneios”, diz Rebeca.

Futuro: Streamer, mas grinder acima de tudo

Pouco a pouco, ela tem conseguido o objetivo de todos que tentam a vida no poker online. Subir de buy-in e ser lucrativa.

“O início do ano comecei jogando torneios até $11 e fui aumentando de acordo com meus resultado e jogo hoje até $33. No momento ainda não pretendo jogar acima desse limite, mas de acordo que eu for aumentando meus resultados e bank, vou subir de nível com certeza”, diz a jogadora, que já definiu como meta para 2021, um lucro pelo menos duas vezes maior que os do ano que passou.

“Nesse ano que vem minha meta como jogadora é dobrar meu lucro para US$ 20k e fazer stream pelo menos 20 dias no mês”, diz jogadora, que tem tudo para se manter como destaque nos MTTs do partypoker.

O desafio de obter resultados tão expressivos em meio a uma rotina tão desgastante como a streamer promete exigir tudo de Rebeca. Motivação, boas energias e apoio não devem faltar. Torcida ela tem e sozinha ela sabe que não vai estar.

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