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O poker está repleto de analogias referentes a animais. Talvez a mais conhecida seja a do “shark” (tubarão), que na terminologia do esporte da mente é aquele jogador que cresce sua banca se alimentando dos peixes pequenos – ou seja, um competidor de alto nível que todo mundo quer ser. Mas nem toda analogia é positiva.

Um ótimo exemplo disso é o “donkey”, ou burro em uma tradução literal. O termo significa exatamente aquilo que você pensou: um jogador que joga de maneira estúpida e até mesmo displicente. Essa figura é constante em praticamente qualquer torneio de poker, tanto no ao vivo quanto no online.

Geralmente é um jogador sem experiência, mas existem competidores donkey com anos de vivência do poker que simplesmente se negam a aprofundar os estudos e a prática na modalidade e seguem passando vergonha nos campeonatos.

Mas, afinal, o que define um donkey? Como saber se você está mais para um burro do que para um tubarão? Listamos abaixo alguns sinais que caracterizam um jogador deste naipe. Caso você se identifique com algum desses itens, é melhor rever o seu jogo.

Falar demais na mesa

A velha máxima “falador passa mal” também se aplica no poker, e é um dos sinais para reconhecer um donkey. É claro que uma mesa de Texas Hold’em ou qualquer outra vertente de poker não é composta por mudos, mas há jogadores que simplesmente querem comentar toda e qualquer mão com os oponentes, como se fosse um analista de transmissão de TV.

Pior: muitos acabam entregando seu estilo de jogo ao falar abertamente a estratégia que usou para ganhar uma mão. Acredite, esse tipo de comportamento é mais prejudicial ao seu próprio jogo do que ao dos adversários, sobretudo quando se compete com sharks.

Jogar todas as mãos possíveis

Não é segredo pra ninguém que os grandes jogadores de poker jogam uma porcentagem baixa de mãos. Os vencedores conhecem o conceito de implied odds e outras ferramentas da modalidade para saber quando se deve jogar e quando fugir. Porém, na cabeça de um donkey, o “fold” raramente é uma opção.

Milagres às vezes acontecem, é verdade. É perfeitamente possível dar call com 2 e 7 no pré-flop e, por um acaso do destino, sair vencedor com uma sequência, por exemplo. Mas a probabilidade desse comportamento se sustentar no longo prazo é quase nula, pois tenha a certeza de que você perderá na grande maioria das vezes em que decidir competir com uma mão ruim.

Blefar em excesso

O blefe é um dos artifícios mais precisos do poker e, como tal, precisa ser usador com parcimônia. Em outras palavras, é importante saber como e quando blefar em um torneio, seja no online ou ao vivo. Tentar fazer isso todo o tempo não faz de você um “mestre dos truques” ou algo do tipo, mas sim um donkey da pior qualidade.

Há aqueles que vão além e, após um blefe bem-sucedido, agem como se tivessem vencido o Main Event do World Series of Poker (embora seja possível vencer o WSOP com blefe, mas não é esse o caso) e começam a se gabar contra os demais, virando as cartas e mostrando uma mão fraca. A má notícia é que esse tipo de jogador não costuma durar muito nas mesas.

Entrar em tilt constantemente

Quem nunca entrou em tilt após uma bad beat que atire a primeira pedra. Afinal, estamos falando de situações que podem envolver muitas fichas e até custar uma eliminação. Isso acontece com qualquer tipo de jogador, inclusive os tubarões. Porém, se você faz isso em qualquer derrota na mesa, isso te torna um donkey.

Afinal, muitos competidores entram em tilt em mãos que sequer deveriam ter pagado ou apostado alto, para início de conversa (como vimos anteriormente, um donkey não é muito familiar ao conceito de fold). Jogando dessa forma, é claro que as derrotas virão muito mais que as vitórias. Controlar as emoções faz parte do pacote quando se quer ser um tubarão.

Jogar sem levar em conta a posição

O poker é um jogo posicional, o que significa dizer que seu range precisa ser diferente a depender da posição em que se encontra na mesa. Isso também vale para as ações com raise, re-raise, 3bet, etc. Jogar under the gun (ou seja, logo depois dos blinds) é diferente de jogar em uma late position, e isso muda toda a abordagem na mesa.

O problema é que os donkeys desconhecem o básico do posicionamento e adotam o mesmo estilo de jogo em qualquer lugar da mesa. Isso significa aplicar muitos raises quando não deveria, ou o contrário. Esse também é um caminho muito comum para perder todas as fichas rapidamente.

Sou um donkey. E agora?

Essas são apenas algumas das características que definem um donkey. Como você deve ter percebido, muitas delas estão ligadas a ações em excesso, enquanto outras são mais associadas ao desconhecimento do jogo. ]#
Caso você tenha se identificado com alguma, não pense em abandonar o esporte e nem se desespere, pois é comum que muitos jogadores inexperientes cometam esses erros. Uma boa dica é se aprofundar mais nos estudos e procurar sempre um equilíbrio nas partidas, sobretudo do ponto de vista emocional. É um caminho longo e trabalhoso, mas há inúmeros casos que provam que o donkey de hoje pode ser o shark de amanhã.

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