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O jogador profissional Michel Golfe tomou um susto no começo da semana passada ao checar sua conta no partypoker. De repente, havia alguns presentes esperando por ele no lobby da sala. Ele não fazia ideia, mas acabara se sagrar-se campeão da Legend of The Week – a promoção que distribui 60 mil dólares por semana aos melhores jogadores dos torneios Daily Legends.

Michel – que é catarinense, da cidade de Chapecó – foi o primeiro vencedor do ranking de categoria 4 – a segunda em escala de importância em um total de cinco –, que leva em consideração os resultados dos torneios The Predator e The Clasico, cada um com buy-in de US$ 22.

“Fiquei surpreso ao ver os tickets na minha conta eu tinha ganho um torneio de quase 4k$ e recebi dois tickets 530$ e três 150$ fiquei bem feliz”, diz Michael, que conversou nesta semana com o Blog do partypoker.

“Eu nem sabia que essa promoção estava rolando… Mas, logo que recebi, já dei aquela olhada no lobby do partypoker para selecionar os torneios que iria gastar estes tickets”.

Mesmo sem ter conhecimento da disputa pelo ranking, Michel fez o que todos precisam para se brigar pelo Legend of the Week: disputar os torneios elegíveis e se destacar no field.

A maior parte dos pontos veio por causa da vitória do jogador – que joga no partypoker sob o nick rowlei – no The Predator, na semana retrasada, que lhe rendeu US$ 3.949 apenas pelo título; e mais 1.510 em tickets por ser o campeão da semana do ranking 4.

De garçom no litoral de Santa Catarina ao poker profissional

Um dos polos de desenvolvimento da região sul do Brasil, o chamado vale do Itajaí, em Santa Catarina, é uma terra de oportunidades para quem quer ganhar dinheiro – especialmente a cidade de Balneário Camboriú, que reúne milionários e atrai uma horda de turistas de todo o continente a no verão.

É na região, mais especificamente na cidade de Itapema, localizada cerca de 10 km ao sul de Balneário, que vive o primeiro brasileiro campeão do Legend of the Week.

Hoje com 35 anos, Michel trabalhou como garçom até os 25 anos e depois administrou uma empresa própria especializada na criação de sites. Mas foi no poker, a partir de 2015, que esse catarinense encontrou sua vocação profissional, já com 30 anos de idade.

“Mantive essa empresa de criação de sites por cerca de 5 anos 2015 até que comecei a jogar e meu foco acabou mudando para o poker, mas por alguns anos conciliei as duas profissões até estar mais confortável e só ficar no jogo”, conta o jogador, que conheceu a modalidade por intermédio de um amigo. “O Alencar Funini, um grande parceiro de Itapema e atual colega de time, foi quem me apresentou o poker. Eu comecei jogando com fichas fictícias, por cerca de um mês, e depois parti para os freerolls. Jogava depois do expediente algumas horas”.

Primeiros passos: runnada fundamental

Os primeiros torneios de Michel foram freerolls. Depois vieram os de US$ 0,02 e US$ 0,10 e assim por diante. “Fui subindo criando minha banca e gerenciando meu risco. Teve um dia que joguei um freeroll no site Brasil Poker Live, terminei em segundo lugar deu perto de 30 reais, e então registrei em alguns torneios no mesmo dia”, lembra Michel. “Em um destes eventos, fui campeão e fiquei com cerca de 1.700 reais… Não lembro exatamente, mas naquele mês ganhei muitos torneios por lá devo ter chegado próximo de 8000 reais de lucro e foi ali que vi que era possível pra mim ser um profissional e viver daquilo”.

Tão logo percebeu que poderia ser profissional, Michel investiu no poker – primeiro conciliando com suas atividades em sua própria empresa e, mais tarde, com foco exclusivo no estudo e grind.

Rotina vencedora: Academia, grind e estudo com a equipe

Entre vários momentos para se consolidar como profissional, passo fundamental foi ingressar no DR Poker Team. E, rapidamente, a equipe liderada pelos consagrados Dennys Ramos e Allan Justino, se tornou peça fundamental para o desenvolvimento do jogador rumo aos níveis de buy-in mais caros.

Desde o começo, Michel subiu consideravelmente de buy-in. Hoje, ele ‘grinda’ torneios de 11 e 55 dólares – podendo, eventualmente, jogando torneios de 109 dólares durante as séries.

Com dezenas de torneios voltados a jogadores nesta faixa de inscrição, os eventos do Daily Legends servem de ganha-pão e integram o dia-a-dia do jogador. Uma rotina concebida para aliar estudo, grind, preparação física e psicológica.

Pela manhã, Michel estuda e faz academia. À tarde, ele ‘grinda’, mantendo, em média, oito telas abertas. “Para manter um bom foco nos torneios que estou atuando”, diz o jogador, que reconhece ter muito a evoluir no poker e trabalha – com auxílio dos instrutores da equipe e de softwares – para evoluir tecnicamente.

“Estudo algumas vezes por semana, revejo meus torneios e também de colegas de time, também estudamos com solvers”, diz Michel. “Tem sido um ano bem produtivo, meu jogo muito bastante em relação ao ano passado, quanto mais se estuda você vê as coisas com mais clareza tem a solução para as diversas situações que o poker proporciona, então fica tudo mais natural”.

Agora profissional, Michel busca ser sua melhor versão e evoluir neste meio super competitivo. Para isso, tem tido a ajuda de instrutores da melhor qualidade; além da tutela dos sócios Dennys e Allan, Michel tem trabalhado, desde o começo de 2020, com Brener Vicente. Coach que, curiosamente, também foi destaque nas últimas duas semanas nos MTTs do partypoker, ao vencer nada menos que o The Big Game.

O poker tem muitos mistérios, mas a fórmula básica do sucesso não costuma ter tantos segredos. É sempre uma combinação de estudo, trabalho, dedicação, disciplina e um pouco de sorte nas retas finais – porque sem runnar nãos e ganha nem freeroll.

Em 2020, pelo menos no partypoker, Michel ‘rowlei’ Golfe vem vivendo ótima fase. Além do título no The Predator, ele já havia conseguido US$ 3.866 ao vencer o  WPT Mini Mix-Max (US$ 22). A temporada tem sido muito boa, mas ele quer mais e mais. Quer subir ainda mais de nível. Quer seguir evoluindo.

Para isso, os MTTs Daily Legends formam o cenário ideal, onde as estruturas são mais justas, os torneios mais curtos, menos desgastantes, com menos reentradas e um menor tempo de registro tardio.

“Eu gosto bastante da grade de torneios do partypoker, e jogo todos os Majors da tarde dentro da minha grade de buy-In, a estrutura é boa, tenho gostado bastante de jogar por lá”, diz Michel, nossa Lenda da Semana.

Focado na evolução e acompanhado de bons mestres, Michel, mesmo sem saber foi primeiro brasileiro a ser “lenda da semana” nos Daily Legends. Vamos ver nas próximas semanas o que o grinder vai aprontar nos fields do party.

 

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