Brasileiros não resistem a Dia 2 do ME do CPP Online: melhor colocado, Padilha leva $ 20 k”… Essa foi a chamada desse blog ao final do segundo dia de disputas do Main Event do Caribbean Poker Online, na última segunda-feira.

De fato, nenhum jogador nascido no país havia avançado ao Dia 3 do Evento, um dos mais aguardados do poker online internacional. Mesmo assim, de alguma maneira, o poker nacional esteve representado no torneio até última mão, graças ao campeão Diego Ventura.

O peruano – que cravou o torneio de maneira brilhante, liderando quase do início ao fim, e levou 879 mil dólares – tem história intimamente ligada ao país, à cidade de São Paulo e a vários dos principais nomes do poker nacional.

São Paulo: o começo de tudo

Nascido em no país andino, em uma família humilde, Diego começou a subir na vida ao ingressar no curso de engenharia da produção em uma universidade peruana. E só fez do poker seu ganha pão depois de morar no Brasil, de 2012 a 2014.

“Ir ao Brasil foi muito importante para mim, porque eu vi que o poker poderia ser uma profissão. Vi que jogadores, como André Akkari, viviam disso, então eu pensei: eu também posso”, lembra o Diego, que conversou nesta sexta-feira com o blog do partypoker. “Foi um período muito importante, porque me inspirou muito e me deu forças para deixar a engenharia e focar completamente no poker”.

Ventura vivia no bairro da Vila Olímpia, zona sul da capital, nos arredores da faculdade Anhembi Morumbi, e, entre uma aula e outra, decidiu dar uma chance ao poker. Ainda em 2012, foi aprovado em uma seleção do 4Bet Poker Team e viu sua vida mudar completamente.

Will, Crema e Rafa: os Mestres

Ventura entrou no poker profissional pela melhor porta possível, sob a tutela de alguns dos melhores instrutores. Oito anos depois e com uma carreira muito consolidada, Ventura lembra com carinho das lições aprendidas no país, especialmente com Will Arruda, Thiago Crema e Rafael Moraes – sócios e instrutores do 4Bet (que também era comandado por Marcos Sketch e Caio Brites).

“Definitivamente, os três me deram muitíssimo. Muitíssimo. Na verdade, foram os três que me ensinaram a jogar poker. A entender o jogo e conseguir meus primeiros resultados”, lembra o jogador, hoje um dos melhores da América do Sul. “Na época, eu não tinha dinheiro. Então todo o apoio que recebi lá me fez seguir em frente”.

Noite em São Paulo – Tarde em Ipanema

A partir de um começo sem dinheiro, as coisas começaram a dar certo no poker e Diego não parou mais. Em 2015, conseguiu aquele que era o resultado mais importante de sua carreira até o início da semana, um vice-campeonato no Main Event do PCA, que lhe valeu $ 907 mil dólares – coincidentemente também em um torneio “caribenho”, como é o originalmente CPP.

Entre o começo e o primeiro super hit, o peruano acumulou vários bons resultados online, mas também viveu a vida intensamente enquanto esteve no Brasil.

Em São Paulo, gostava de frequentar o Parque do Ibirapuera e da vivenciar agitação urbana da metrópole. “Frequentava bastante a paulista e estava sempre pelos lados da Rua Augusta”, lembra o craque, que morou em três bairros paulistanos. Vila Olímpia, Brooklin e Consolação.

Além de São Paulo, Diego, viajando, conheceu bem o país nos dois anos que esteve país e se apaixonou pelas praias. Especialmente pelo Rio e Florianópolis. “Gosto muito de São Paulo, Rio e Florianópolis. Mas de todas (as praias), (gosto) mais de Ipanema e Búzios”.

Legado – poker e amigos para sempre

Diego voltou ao Peru e vive hoje em Trujillo – cidade de 820 mil habitantes e capital da província homônima – e leva uma carreira muito bem sucedida controlando seu próprio bankroll.

Do Brasil, guarda boas lembranças, os ensinamentos no poker e muitos amigos. Entre eles grandes nomes do nosso esporte. “No Brasil, sou amigo de todos no 4Bet que me conhecem. Além deles, nomes como Gustavo Mastelotto, Yuri “TheNerGuy”, a turma do Midas, como Dan Almeida, Day Kotoviezy… São muitas pessoas…”, diz Diego, tentando não esquecer ninguém. “Tem também o pessoal do sul… Bedias, Laura Cintra

Futuro lembra o passado

Após seu título mais importante na carreira, Diego vai seguir jogando os torneios mais caros do poker online. Além disso, porém, ele pretende investir ele mesmo em um projeto de staking.

O projeto de seu time, batizado Poker Detox, já é realidade e deve ser anunciado nos próximos meses. “Vou lançar um (time) em pouco tempo. E os jogadores que joguem eventos mid stakes podem entrar em contato comigo pelo Instagram ou pelo Discord. Quero fazer uma grande”, diz o jogador.

Após anos junto aos melhores, Diego deve saber o que precisa para fazer um time para dar certo. Vivendo o melhor momento da carreira, ele também parece saber o que fazer para se manter no topo. É só olhar para o que ele fez no ME do CPP Online, liderando ao final do Dia 1, 2, 3 e da Mesa Final.

*Para entrar em contato com Diego, os interessados em fazer parte do time podem se inscrever por aqui:

Discord: DieVentura#9732
Instagram: https://www.instagram.com/dieventura/

—//—

MAIS SOBRE O PARTYPOKER

Para consultas e atendimento personalizado em seu idioma, contate latam@partypoker.com ou fale com o nosso WhatsApp Call Center, no seguinte telefone: +55 22 99226-5006 de 10:00 a 22:00 .

Ainda não tem conta no partypoker, crie uma a partir deste link

Compartilhe.

Comentários estão fechados.