Rogério Ceni – o lendário ex-goleiro do São Paulo Futebol Clube e atualmente treinador – não teve um bom começo de ano em 2021. Sua equipe, o Flamengo, começou o ano perdendo duas partidas surpreendentes, ambas em casa; a primeira para o Fluminense, por 2 a 1, em uma virada inesperada com gol aos 47 do segundo tempo; a segunda, para o Ceará, por 2 a 0.

Não foi o melhor início de ano. Quer dizer: não para esse RC. Porque no partypoker, as primeiras semanas do ano foram de sonhos para um nick homônimo do lendário ex-jogador. RogerioCeni, o grinder, foi –  nesse mesmo período – um dos principais destaques nos MTTs da sala.

Rogerio Ceni, o original, em 2008, ano em que Marcelo começou no poker

No dia 3 de janeiro, RogerioCeni terminou na primeira colocação, entre 1.627 jogadores no torneio The Predator, da série Daily Legends, e ficou com a premiação de US$ 5.003; apenas um dia depois, o jogador foi ainda mais longe: conquistou o KO Series #7 – Mini New Year Kick Off Day 2 e ficou com a premiação de US$ 14.910. Dois hits de respeito para começar um ano promissor.

O desempenho rendeu ao jogador um lucro de quase 20 mil dólares em dois dias. Mais do que isso, os resultados de Marcelo, especificamente nos torneios Daily Legends, garantiram ao jogador o primeiro lugar no ranking 4 da promoção Legends Of The Week, na primeira semana do ano, e a premiação com dois bilhetes de 530 dólares para jogar os torneios The Tuesday 500 ($530) e The Thursday e mais três entradas a serem usadas em eventos de mesmo valor.

“Foi uma coisa natural mesmo, montava minha grade de torneios e seguia o planejado mesmo, inclusive foi uma surpresa para mim ter ficado na liderança”, diz o jogador. “Quando olhei no meu caixa e vi os tickets, fiquei surpreso também. Só depois de ter recebido esse e-mail que descobri o motivo de ter ganhos os tickets e ter terminado na liderança”.

Rogério Ceni e RogerioCeni

RogerioCeni, na verdade, é Marcelo Wenzel – também conhecido como ’marcelowo’. E não tem nada a ver com o RC da realidade a não ser o fato de ser são-paulino, como RC costumava ser, antes de assumir a profissão de treinador de futebol.

Outra coincidência entre os dois: ambos demoraram a se dedicar exclusivamente a suas modalidades. Ceni (o ex-jogador), hoje com 48 anos, teve sua primeira experiência no futebol competitivo aos 17 anos, em 1990, e já no mesmo ano veio a São Paulo; já Marcelo, nascido em Pirajú, em 1986, decidiu se dedicar profissionalmente ao grind apenas em 2019, com 33 anos – embora seja ligado à modalidade desde os 22 anos.

Mudança aos 33

Aos 33, com esposa e duas filhas para criar, Marcelo Wenzel de Oliveira teve coragem e fez o que poucos seriam capazes. Mais perto da meia idade do que da adolescência, decidiu se dedicar exclusivamente ao poker.

Viver exclusivamente do jogo, embora possa ser muito recompensador, é uma ‘arte’ para a qual nem todos estão preparados. Exige preparação técnica, atualização constante, trabalho árduo e força psicológica.

Marcelo demorou anos para tomar essa decisão, mas quando o fez estava preparado. “Em 2016, decidi focar mais no poker, almejando um dia jogar profissionalmente, lembro que, em agosto de 2019, conversei com minha esposa e falei que iria me dedicar 100% ao poker e ela imediatamente me apoiou”, conta o jogador, que concedeu entrevista nesta semana ao blog do partypoker.

Marcelo teve seu início na modalidade, em 2008, quando o Brasil ainda não dominava os poker online internacional e o jogo ainda se desenvolvia por aqui. Desde então, nunca deixou de jogar, mas algo o impedia de ser profissional.

Nesse tempo, conciliou o grind com diversas atividades profissionais e nos últimos anos administrava uma pizzaria, junto com sua mulher, em Carlópolis, no Paraná. Desde o ano passado, porém, Marcelo só pensa em poker enquanto sua esposa, Evelyn – com quem é casado há quase 14 anos – administra o negócio da família.

“Hoje, jogo profissionalmente e sou integrante do Samba Poker Team”, diz Marcelo, que é regular em torneios com buy-in médio entre 20 e 30 dólares, e vem trabalhando diariamente com técnicos de alto nível, como Vini Perri, Ricardons8, $aymon9, Sydens, Osmarjnr e Mulatin181.

Passado antigo no poker

A parceria com o Samba, uma das principais equipes de poker do país e do mundo, é recente – Marcelo atua pela sala faz um mês –, mas a ligação do jogador os grandes nomes do poker é antiga.

Mesmo nos tempos de amador ou semiprofissional, o jogador já passou por muito no poker. Ele foi apresentado ao jogo em 2008, por Fernando GM, um amigo de Taguaí, cidade no interior de São Paulo. Pouco depois, começou a se interessar mais pelo jogo e ingressou no Sit and Go Team pro, considerado o primeiro time de poker do Brasil.

“Jogava bem pouco, conciliava com meu trabalho na época.  Jogava mais S&G de $ 4,40 (180 pessoas) e $ 2,50 (180), e pegava alguns mtt também”, diz Marcelo. “Era lucrativo e cheguei a vender todo o bankroll para pagar contas; depois ia depositando e levantando aos poucos”.

A equipe foi o embrião do 4Bet Poker Team – junto com o Samba, a maior do Brasil. No S&G Team Pro, Marcelo conheceu, ainda em começo de carreira, nomes que fariam a história do poker nacional.

No comando do projeto, estava Will Arruda (e Caio Brites), hoje no 4Bet e provavelmente o técnico mais influente do poker online sul-americano. Entre colegas e instrutores, constavam também na equipe figuras como Fabiano Kovalski e Felipe Nunes.

Kovalski, após os tempos de 4Bet, fundou o Samba (e hoje é patrão de Marcelo); Nunes, que também seguiu carreira solo, e criou o Flow. E foi o primeiro a dar uma oportunidade ao jogador em um time de MTT.

“Sempre sonhava com isso, ficava assistindo vários ‘regs’ e sonhava com aquilo pra mim, e gosto muito do joguinho também. Cheguei a fazer parte do S&G Team pro, e por motivos pessoais, tive que abandonar o projeto. Anos depois, vi que as mesmas pessoas que estavam comigo no time se tornaram jogadores muito bons, como Kovalski, Felipe Nunes, Vitor (Brasil), (Fábio) Eiji, Pedro Dib, entre outros”, lembra o jogador, que se motivou a ser profissional ao ver o sucesso de seus antigos colegas.

“(Isso) me motivou a dedicar mais”, lembra o jogador, foi quando entrei em contato com o Felipe Nunes e ele me deu uma oportunidade no Flow, ali começou minha carreira querendo jogar como profissional.

2008-2019 – 2019 em diante

O poker sempre esteve na alma de Marcelo. Na última década, ele jogou por muito tempo como um regular semiprofissional. Além de integrar o Flow, fez parte do time Standard Backing, de maio 2018 a novembro de 2020.

“Sou muito grato a eles pela minha evolução, tive pessoas ali que me ajudaram demais, Henrique Zanetti (zanetti89) foi um deles, trabalhamos juntos por 1 ano. Em dezembro de 2020 resolvi sair do time e me inscrever no Samba.

Em agosto, vai fazer dois anos que Marcelo, pai de família, tomou a decisão mais corajosa de sua carreira. E vem tudo dando certo, graças a trabalho, talento, dedicação e experiência.

Os resultados são ótimos e um dos principais palcos desta retomada na carreira de Marcelo Wenzel vem sendo o partypoker.

Sucesso no partypoker

Como RogerioCeni, ele faz o jus ao DNA vencedor do ex-goleiro e capitão de seu time do coração. Desde setembro de 2019, quando a partypoker promoveu a mudança dos nicks de todos os seus jogadores, Marcelo “RogerioCeni” Wenzel registra 54 mil dólares de lucro na sala, entre outros parâmetros positivos.

Nestes quase dois anos, seu lucro médio é de US$16.93 por torneio – em um stake de US$ 17.96 e o retorno de investimento (ROI) médio do jogador é de 76,1 % e o total é de 88,7 %, além de ter um impressionante índice de ITMs de 33,9 %.

Marcelo não tem deixado passar as oportunidades. Eleito Legend of The Week, ele aproveitou muito bem os tickets que ganhou. Em um dos torneios, terminou em 16º, em outros extraiu algo por meio de bounties. Ao todo, colocou, sem gastar um centavo, mais US$ 975 na conta.

“Consegui algo em torno de $600. Depois joguei outros 2 de $530 não ficando ITM, mas consegui ganhar 3 bounties, que me renderam mais uns $375”, diz ao ser perguntado do uso que fez de suas premiações.

Marcelo Wenzel ainda não é uma celebridade do poker nacional. Mas podemos dizer que neste começo de ano, pelo menos no parâmetro de títulos, é ele o ‘RogerioCeni’ mais bem sucedido no país.

O outro Rogério, hoje treinador, do Flamengo, começa a ver seu time reagir e pode sagrar-se em breve campeão brasileiro. Isso, porém, é o que o RC do partypoker, nossa Lenda da Semana, menos quer. Porque Marcelo é são-paulino e o ídolo hoje é rival.

Crédito da foto: Rubens Chiri e Instagram (Marcelo Wenzel)

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