O MILLIONS South America de 2019, no Rio de Janeiro , foi um marco para o poker brasileiro e sul-americano tal qual o Rock in Rio de 1985, primeira edição do icônico festival, foi para a indústria da música nacional, há quase 35 anos.

Quase um ano depois, o festival está de volta, mas desta vez não no Brasil. De 6 a 16 de fevereiro, o MSA vai trazer grandes astros internacionais do poker para o cassino Enjoy, em Punta del Este, no Uruguai .

Daqui a uma semana, teremos o segundo MILLIONS na América do Sul; e hoje é uma época boa de relembrar como foi o primeiro. Não os torneios e resultados, mas os bastidores deste evento que foi o Rock in Rio do poker nacional.

De 1985 a 2019: De Fred Mercury a Phil Hellmuth

Fred Mercury em sua suíte no Copacabana Palace, em 1985

No começo dos anos 80, era raro ver grandes astros no Brasil; Mesmo assim, como que de repente, desembarcaram no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro , Queen, Iron Maiden, Whitesnake, James Taylor, Rod Stewart, Yes, entre outros.

A história de alguma maneira parece familiar para quem esteve no Copacabana Palace, de 15 a 24 de março de 2019, e vivenciou a primeira vez do circuito partypoker MILLIONS na América do Sul.

Até o cenário se repete. Foi lá, no mesmo hotel, em 1985, que hospedou-se o Queen. A maior banda do mundo na época ocupou os melhores quartos, todos na cobertura, e Fred Mercury ficou na suíte presidencial, que serviu não apenas para descanso, mas para festas luxuosas e inesquecíveis.

34 anos depois, o Copacabana Palace foi a casa de Phil Hellmuth , e de outras figuras importante, como Viktor ’Isildur1’ Blom ,  Dan Colman , Mike Sexton Anatoly Filatov , Patrick Leonard , John Cynn  , Kristen Bicknell ,

Nomes que enriqueceram ainda mais o currículo do estabelecimento, que já recebeu personalidades como a Princesa Diana , a cantora Carmen Miranda e o cineasta Orson Wells , entre muitas outras.

Hellmuth foi quem passou mais tempo no ‘Copa’. Chegou ao hotel uma semana antes do MILLIONS e saiu apenas ao final do festival. Era o Fred Mercury da vez, mas com estilo de vida bem diferente. Polêmico nas mesas, o Poker Brat é reservado na vida pessoal.

O americano dedicou seus dias a jogar, conversar com amigos sobre poker e a conhecer as belezas e atrações do Rio de Janeiro.

Nos intervalos dos torneios e também nas madrugadas, após eliminações, passava parte de seu tempo na sacada do hotel conversando ou apenas meditando às margens da praia de Copacabana – bem diferente do estilo de Mercury a quem foi atribuído farras homéricas, seja no suíte do hotel ou pela capital fluminense.

Hellmuth pelo Rio

Em uma de suas saídas, foi se divertir com Anísio Abraão David, da Beija Flor, e Gabriel David, herdeiro na escola de samba de Nilópolis. Neste passeio, esteve acompanhado de Rob Yong, um dos principais parceiros do partypoker.

Em outro tour pela cidade, se dirigiu ao Cristo. Do alto do corcovado, o jogador – muito mais acostumado ao cassino Rio de Las Vegas do que ao Rio de Janeiro -,pode conhecer e comtemplar a cidade do alto do morro do Corcovado.

Recluso e tímido: a discreta passagem de Isildur1 pelo Rio

Ao lado do americano sob os braços do Redentor, esteve ninguém menos que Viktor Blom , o Isildur1. A ida ao Cristo acompanhado de Hellmuth provocou sorrisos no rosto de Viktor ‘Isildur1’ Blom. Durante o festival, não foram tantos os momentos de descontração.

No primeiro dia, o lendário jogador jogou o Dia 1A do Main Event de $ 10.300, mas foi eliminado de maneira relâmpago. A ponto de sua participação nem ter sido registrada pelos fotógrafos.

No Dia 1B, esteve de volta. Ficou mais tempo, algumas horas desta vez. Sentado à mesa, parecia um coadjuvante. Não foi assediado por fãs, interagiu pouco com seus rivais de mesa e não quis dar entrevistas.

Uma conversa com Mike Sexton , executivo do partypoker, que caiu em sua mesa depois de redraw, foi um dos instantes em que se viu o sueco comunicativo.

Colman: o astro que passou despercebido

Dan Colman, durante sua passagem breve pelo MILLIONS South America

 Viktor Blom teve passagem discreta, mas não tanto quanto a de Dan Colman . O americano, o mais premiado entre todos do field do MILLIONS South America, com $28,925,058 ao longo da carreira em torneios ao vivo (até aquele momento), esteve no field do Main Event, mas por poucas horas.

O polêmico gênio do poker jogou o Dia 1 A. Esteve a esquerda de Rafael Moraes , mas não chamou a atenção. Foi eliminado no meio da tarde de segunda-feira, deixou rapidamente o salão, sem falar com ninguém, e não foi mais visto no Rio de Janeiro.

Leon se diverte no Brasil

Leon Tsoukernik , dono do cassino King’s, o maior da Europa – é um dos maiores parceiros do partypoker e esteve no Brasil.

Foi a terceira vez no Rio e no Copacabana Palace do bilionário, que se divertiu bastante, tanto dentro quanto fora do festival.

O tcheco foi um dos parceiros de Hellmuth na visita à escola de samba Beija-Flor. Além disso, aproveitou o tempo livre comprando joias para sua namorada na joalheria anexa ao hotel.

Sexton: menos jogo, mais organização

Mike Sexton é um dos maiores nomes do poker mundial, mas no Rio sua ação foi mais marcante nos bastidores do que nas mesas.  O americano, diretor do partypoker, disputou, sim, vários torneios (seu único ITM veio no Rio Open, com um 82º lugar, que lhe valeu $ 3,152), mas ocupou a maior parte de seu tempo concentrado na organização do festival.

Em busca de que tudo da saísse da melhor maneira possível, Sexton esteve em constante contato com o diretor do MILLIONS, o italiano Christian Scalzi .

Bicknell durante passagem pelo Rio de Janeiro

Kristen e Alex, casal no Rio

A embaixadora do partypoker Kristen Bicknell, melhor jogadora do mundo em 2018, e seu namorado, o renomado Alex Foxen estiveram no MILLIONS South America. Não temos informação se curtiram a cidade, mas podemos dizer que viveram intensamente o festival.

Os dois jogaram todos os principais eventos, incluindo o Main Event e todos os três High Rollers (dois deles de US$ 25 mil).

No poker, nem sempre, porém, o mar está para peixe (ou, no caso deles, para ‘tubarões’), porque, apesar de serem ambos jogadores muito técnicos e talentosos as coisas não saíram como esperavam.

Contando entradas e reentradas, foram vários buy-ins de 10 mil ou 25 mil dólares, deixando uma pequena fortuna no caixa. Nada, porém, que comprometa o bankroll dos dois.

Maria: entre o rail e o Instagram

Outro casal de destaque no MILLIONS foi o formado pelos argentinos Ivan ‘Negrin’ Luca , maior vencedor da história do poker ao vivo na Argentina, com $6.376,484, e sua mulher, Maria Lampropulos , campeã do Main Event do PCA, em 2018.

Maria não fez nenhum ITM e, após ser eliminada dos torneios que participou, ficou no salão torcendo por Ivan, dividida entre olhar a mesa e as redes sociais.

No final das contas, a semana não foi ruim para o casal, já que Ivan conseguiu dois ITMs faturando um total de 66.000 dólares. 6 mil pelo 22º lugar no Rio Open (Evento 1) e 60 mil pelo quinto lugar no Enjoy Punta del Este Super High Roller (Evento #7).

MILLIONS e Rock in Rio: uma marca para sempre

Nunca o poker brasileiro havia visto tantas estrelas. Elas foram tão numerosas no field que puderam curtir o torneio e a cidade sem maior assédio, ao contrário dos astros do Rock in Rio.

Mas, assim como em 1985, o marco foi feito. O poker brasileiro e sul-americano não mudou de patamar. E neste ano a história vai se repetir, só que em Punta

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