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O Texas Hold’em é, sem dúvida, a vertente dominante no poker mundial – mas está longe de ser a única. O esporte da mente cresce cada vez mais por suas inúmeras modalidades para atender diversos públicos, e uma delas é o Courchevel. À primeira vista, pode parecer uma variante de Omaha Hold’em , mas há algumas diferenças básicas entre uma e outra.

O poker Courchevel leva este nome por ter sido inventado em um resort de esqui de mesmo nome nos Alpes franceses, próximo à fronteira com a Itália. Conta-se que os turistas entediados (afinal, é impossível esquiar todo o tempo) resolveram criar uma modalidade de poker totalmente nova. Por conta disso, essa vertente do jogo ficou muito popular na França e em outros países da Europa, como o Reino Unido.

Um dos mais conceituados clubes parisienses do último século, o Aviation Club de France (que fechou em 2014) era o principal ponto de encontro de jogadores de Courchevel. Nomes como Michel Leibgorin e Michel Abecassis fizeram história em torneios milionários da modalidade. Apesar de nunca ter aparecido em torneios como WSOP, trata-se de uma variante que cresce em popularidade.

Afinal, como se joga Courchevel?

A dinâmica do Courchevel é basicamente a mesma do Omaha – mais especificamente, do 5 Card Omaha. Isso porque cada jogador recebe cinco hole cards ao invés de quatro, como no Omaha tradicional. O sistema de big blind/small blind é o mesmo, assim como a rotação do botão.
O objetivo é formar a melhor mão de cinco cartas, combinando exatamente duas de suas cartas com três entre as cinco oferecidas pela mesa – até aí, nenhuma novidade.

A grande diferença, no entanto, está no flop. Ao contrário das vertentes tradicionais, a primeira carta é aberta antes da rodada inicial de apostas. Ou seja, os jogadores já sabem pelo menos uma das cartas do flop quando decidem se vão continuar ou não na mão.
Após realizadas as apostas iniciais – e os eventuais folds –, as duas outras cartas do flop são reveladas à mesa, dando início a mais uma rodada de apostas entre os jogadores. A partir daí, o fluxo segue como de costume, com turn, river (completando as cartas comunitárias) e showdown quando necessário.

O ranking de combinações é exatamente o mesmo do Texas e Omaha, com o Royal Straight Flush como mão mais forte e o par sendo a mão mais fraca.

Fixed Limit, Pot Limit e No Limit

Como em qualquer vertente do poker, o Courchevel também tem suas variações próprias no que diz respeito aos montantes de apostas. Os três mais conhecidos são o Fixed Limit, o Pot Limit e o No Limit – cuja estrutura também é similar às demais vertentes do esporte da mente.

No Courchevel Fixed Limit, há um limite pré-estabelecido para as apostas, que naturalmente variam de partida para partida. Via de regra, o limite é definido pelo valor do big blind nos pré-flop e no flop. Nas rodadas seguintes, esse valor pode aumentar, possibilitando potes maiores. Os jogadores também são limitados na quantidade de apostas, podendo fazer até 4 por rodada.

O Pot Limit, como o nome sugere, tem os limites de apostas determinados pelo tamanho do pote atual. Por exemplo: se em determinada partida o pote está com US$ 200, o primeiro jogador a apostar tem esse teto na hora de colocar suas fichas. Também há um valor mínimo para aposta, que deve ser equivalente ao big blind. Os aumentos também devem não podem ser menores que a aposta anterior.

Por fim, o No Limit é a vertente preferida da maioria, já que não há um teto para apostas – apenas um valor mínimo, que segue a estrutura do Pot Limit, ou seja, a bet precisa ser, pelo menos, do tamanho do big blind, e o raise não pode ser menor que a aposta anterior. No que diz respeito ao valor máximo, o stack é o limite, com os jogadores podendo chamar all-in a qualquer momento.

Independentemente da vertente escolhida, ter sucesso do Courchevel depende da aplicação de algumas estratégias voltadas para o Omaha. Não é segredo para ninguém que, com mais cartas na mão, as probabilidades de mãos fracas saírem vencedoras são consideravelmente menores que no Texas poker – sobretudo em mesas com muitos competidores. Portanto, supervalorizar uma mão inicial (dois pares, por exemplo) é um erro que pode custar caro – seja no Fixed Limit, Pot Limit ou No Limit. O posicionamento na mesa também é um fator determinante para o range.

Há também uma variante conhecida como Hi-Lo, que traz uma dinâmica completamente diferente, já que a mão mais forte ganha apenas metade do pote. A outra metade vai para a mão mais fraca.

Fato é que o Courchevel é uma boa alternativa para quem quer testar outras vertentes de poker e adequar estratégias, o que pode ser a chave para uma carreira de sucesso no longo prazo no esporte da mente.

Foto: Divulgação/Pixabay

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